Design thinking: o que é e quais são as etapas

Você já parou para pensar que as marcas que colocam o consumidor como centro da sua atenção são as que se destacam no mercado? Ações pensadas com esse propósito evidenciam a importância do cliente. Isso faz dos negócios um case de sucesso.

Com esse olhar, a proposta é focar no ser humano e compreender o contexto dos consumidores, disponibilizando produtos reais e oferecendo uma experiência incrível, a fim de atender demandas e desejos.

É assim que o design thinking se consolida como uma das metodologias mais eficientes para criar soluções relevantes. Quer saber mais sobre este conceito e como desenvolver estratégias de design thinking em produtos e serviços? Vamos descobrir juntos!

Boa leitura!

Design thinking: o que significa?

O design thinking é uma abordagem utilizada para solucionar problemas e criar produtos e serviços, inspirada nas práticas e no raciocínio de designers profissionais.

Se você tem interesse em inovação e busca novas maneiras de desenvolver produtos e serviços, é provável que já tenha ouvido falar desse conceito. A seguir, contaremos como o conceito surgiu.

Quem criou o design thinking e qual sua origem?

Suas raízes estão em diferentes movimentos e contribuições ao longo do tempo, mas o termo começou a ganhar destaque nas últimas décadas do século XX. Foi nos anos 1980 que o visionário fundador da renomada empresa de design IDEO, David Kelley, popularizou o termo design thinking.

Kelley e sua equipe perceberam que a chave para resolver problemas de maneira inovadora se encontrava em três pilares fundamentais: empatia, experimentação e colaboração. 

Para eles, entender profundamente as necessidades e os desejos das pessoas era fundamental para criar soluções verdadeiramente impactantes. Trata-se, portanto, de colocar-se no lugar do outro, ver o mundo por meio de seus olhos e sentir suas dores e aspirações.

Leia também: Summit Fashion System

Quais são os 3 pilares fundamentais do design thinking?

Os pilares identificados por Kelley e sua equipe se tornaram parâmetros do design thinking. Se você quer ter sucesso em ações pautadas neste conceito, cada um deles:

1. Empatia: está relacionada com uma compreensão aprofundada das necessidades, dos desejos e das experiências dos usuários que estão diretamente ligados ao problema que precisa ser solucionado.

2. Experimentação: promove a exploração de diversas abordagens e soluções, de modo a buscar alternativas inovadoras e não tradicionais para solucionar um problema.

3. Colaboração: consiste em reunir equipes multidisciplinares para tornar o processo mais criativo. Diferentes pontos de vista aumentam a chance de ideias assertivas e inovadoras.

Quais são as etapas do processo de design thinking?

Agora que você já sabe o que é design thinking, vamos entender como se dá sua aplicação? O processo se divide em quatro etapas:

  • Imersão – Nessa etapa, os designers mergulham no universo dos usuários e no contexto do problema a fim de realizar observações, conduzir entrevistas e interagir com os usuários para compreender necessidades, desejos e dificuldades;
  • Definição –  Esta é a fase da análise. Aqui, são examinadas todas as informações reunidas na etapa de imersão. Isso auxilia na identificação de padrões, ideias e oportunidades;
  • Ideação – Nesta etapa, os designers se concentram para gerar uma ampla gama de ideias, sem se preocupar, inicialmente, com viabilidade ou praticidade. O objetivo é explorar soluções inovadoras e criativas;
  • Prototipação – Aqui são criadas as prototipagens rápidas, básicas e econômicas, que materializam suas ideias. 

Como aplicar design thinking em pequenas empresas?

A aplicação do design thinking não se restringe às grandes empresas. Qualquer pessoa, em qualquer tipo de negócio, pode aplicar a metodologia, desde que precise solucionar um problema.

Em pequenas empresas, a metodologia pode ser aplicada por meio da inovação colaborativa. É possível utilizá-la em produtos e serviços, melhoria da experiência do cliente, mapeamento e aprimoramento de processos, engajamento e colaboração, criação de protótipos e desenvolvimento da cultura organizacional.

Se for bem utilizado, o design thinking tem muito a acrescentar na criação e no desenvolvimento de negócios, produtos, serviços e experiências.

Você pode se interessar: Summit Brands&Co

Quais ferramentas são usadas na fase de ideação?

Tendo em vista que a ideação é a etapa que usa todo o conhecimento sobre o problema para gerar ideias e filtrar quais delas serão levadas adiante, este é o momento de arriscar e propor. 

Aqui, listamos ferramentas que podem auxiliar no processo:

Brainstorming 

Ferramenta para geração de ideias, que envolve a reunião de uma equipe, a fim de propor soluções criativas e inovadoras.

Pesquisa Deck 

Consiste na coleta de informações e dados por meio de métodos de pesquisa bibliográfica, análise de mercado e estudo de casos. 

Mapa de empatia 

Ferramenta visual que ajuda a entender necessidades, desejos, preocupações e motivações dos usuários ou clientes.

World café 

Metodologia de facilitação de grupo que promove a conversa e a troca de ideias em um ambiente informal e acolhedor.

Gamificação 

Uma abordagem que utiliza elementos de jogos para engajar e motivar os participantes.

Cocriação com o cliente 

Envolve a colaboração direta e ativa dos clientes, abrangendo feedbacks desses usuários quanto ao desenvolvimento de soluções.

Diferença entre design thinking e UX design

Se você conhece o conceito experiência do usuário (UX), deve estar identificando algumas semelhanças. Sim! O design thinking é uma abordagem que traz muitas das práticas e metodologias utilizadas no campo da UX.

Ambas as metodologias têm como objetivo entender profundamente as necessidades e expectativas dos usuários para criar soluções que sejam intuitivas, úteis e agradáveis de usar.

 A UX pode ser vista como uma aplicação específica do design thinking no contexto do design de interfaces e interações digitais.

Leia também: Summit Game+

O que é o conceito de duplo diamante no design?

O modelo do duplo diamante é uma metodologia desenvolvida para orientar o processo de design de forma eficiente e centrada no usuário. Ele destaca a importância de um processo interativo e colaborativo, incentivando uma compreensão aprofundada do problema antes de desenvolver soluções.

O duplo diamante e o design thinking têm ligação direta, já que ambos são metodologias centradas no usuário para solucionar problemas de design. Essas abordagens priorizam o entendimento das necessidades dos usuários e promovem a colaboração multidisciplinar para alcançar soluções inovadoras e relevantes.

Exemplos práticos de uso do design thinking

O serviço de hospedagem Airbnb aplicou o design thinking para criar uma experiência de usuário única e personalizada. Por meio de uma plataforma intuitiva, a empresa facilita a reserva de acomodações e a interação entre anfitriões e hóspedes. 

O Google adota o design thinking em diversos aspectos de suas operações, desde o design de produtos até a melhoria de processos internos.  

O Bradesco implementou o design thinking para melhorar a experiência do cliente em seus serviços financeiros. Para isso, desenvolveu soluções digitais, como o Next, um banco digital voltado para o público jovem.

Leia também: Inovação disruptiva: saiba o que é e confira exemplos

Olhe o mundo com os olhos do outro com o Rio2C! 

Está chegando a hora de você participar do grande encontro de criatividade da América Latina, onde vamos trocar ideias sobre design thinking na arte, no marketing, no audiovisual, na editoração e mais inúmeras formas de aplicação da metodologia!

A edição de 2026 está chegando! Prepare-se e venha desfrutar desse momento com a gente! De 26 de maio a 31 de maio, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.

Quer saber como fazer parte? Saiba como adquirir todos os tipos de ingresso para o Rio 2C.

Artigos recomendados